terça-feira, 10 de julho de 2012

Construção ecológica


Atualmente vivemos num planeta em constante aquecimento, o que se torna numa problemática mundial, por essa razão, é urgente encontrar medidas de sustentabilidade que minimizem estes efeitos nefastos.
Por isso, viver da extração da energia produzida pela natureza será imperativo.
O documentário que visualizei é de facto prova de que é possível construir ecologicamente.
O arranha-céus verde impressionou-me desde à sua conceção, sem dúvida, é uma obra pensada ao mais pequeno pormenor e com técnicas altamente aperfeiçoadas e ecológicas.
Por exemplo: o aço utilizado contém 60% de materiais reciclados, emitindo uma quebra de 45% de carbono na atmosfera, além de fortalecer o cimento utilizado; tem um sistema de ventilação de 80%; é energeticamente eficiente, com sistemas ecológicos avançados.
O documentário “Portugal, um retrato social”, foi para mim algo chocante.
Mostrou um povo iminentemente rural, pobre, mas, que gradualmente foram transformando a sua forma de viver e habitar em sociedade, nem que para isso sacrificassem as relações familiares.
Assisti com tristeza à rotina daquele casal rural, que se deslocava para o trabalho na cidade e para isso, levantavam-se cedíssimo, apanhavam quatro autocarros para chegar ao trabalho!
E imaginem… com um filho pequeno, que lhes acompanhava nesta tortura.
A população foi mudando de vida, mas a sociedade não planeou uma estrutura eficiente, que a pudesse suportar.
A economia portuguesa, que nos anos 60, vivia essencialmente da agricultura e das pescas, e que entretanto se vê obrigada a aceitar fundos para terminar com os cultivos, em detrimento de uma mudança brusca e exacerbada, onde se criaram grandes empresas, potenciaram o êxodo rural e a expansão da população no meio urbano.
Hoje vivemos as consequências da má gestão do país.
Para mim turismo rural é o acesso mais direto e genuíno com a natureza, a agricultura, as tradições locais e o privilégio de estar em ambiente rural e familiar.
Cada vez mais procura-se este tipo de lazer, para escapar ao ritmo de vida extenuante que vivemos.
Através do ambiente rural, às características deste meio, passam a ser entendidas de outra forma que não só no sector primário.
A própria paisagem é uma componente de suma importância e consequentemente valorizada.
Nunca fiz turismo rural, mas fiquei com muita vontade de o fazer.
E ao fazê-lo, fá-lo-ei com uma perspetiva mais esclarecida.
                                                                                                   

"Home" - O Mundo e a nossa casa

Hoje, mais do que nunca, num mundo globalizado em constante mutação, é urgente fazer face a novos desafios.
A mundialização da economia, a evolução demográfica, a precariedade dos povos, as graves alterações climatéricas, o aprovisionamento energético ou ainda as novas ameaças que pesam sobre a segurança são alguns dos desafios com que a globalização se  confronta.
Ao ver o filme, brotou em mim um misto de sentimentos em contraste com a inacreditável realidade, constatei que o nosso planeta era espetacular e este documentário ofereceu-me uma visão magnifica do quanto ele era sublime.
Em contrapartida, chocou-me de sobremaneira…
É inclassificável como o homem foi destruindo de forma abusiva e calculista, todos os recursos naturais que o planeta gratuitamente oferecia para a sua subsistência e realização pessoal.
Em 200 mil anos na Terra, a humanidade tem transtornado o equilíbrio do planeta, fixado por quase 4 biliões de anos de evolução.
A primeira centelha de vida surgiu através das arquibactérias.
Foi deveras emocionante contextualizar a formação da Terra, como ela própria se deu forma, a vida, o aparecimento do Homem, a agricultura…
O motor da vida é a auto ligação, nada funciona ao acaso, o planeta depende do equilíbrio, da harmonia, entre todos os seus constituintes.
O ciclo de vida nunca se quebra.
As árvores desafiam a gravidade, imponentes, os solos vão-se formando e são fábricas da biodiversidade.
A terra é um milagre da vida e a vida  continua a ser um mistério…
Formaram-se famílias de animais que sobrevivem, alguns adaptam-se reciprocamente aos solos.
É simplesmente fantástico!
Todas as espécies têm um lugar, nenhuma é fútil.
Neste legado de quase 4 biliões de anos e apesar da sua vulnerabilidade, os humanos conquistaram e evoluíram como nenhuma outra espécie.
Deixaram de depender da caça para sobreviver, construíram canoas, transformaram-se em navegadores, fixaram-se nas margens costeiras a maior parte da população.
Cresceram as cidades para se defenderem, com facilidade tornaram-se seres sociais, a pouca energia era a força dos seus braços e assim viveram milhões de anos.
A evocação é um privilégio raro, a terra alimenta, tudo provém da terra… e as cidades mudaram a natureza abruptamente.
Os bens mudam de mãos, assim como as ideias, tentam alargar os horizontes mas, inebriados pela ganância ocultam os seus limites.
A agricultura deu uma reviravolta na sociedade.
Resultaram os primeiros excedentes, aprenderam a aumentar a produção, que consequentemente aboliu a dependência dos solos e as estacões.
O petróleo trouxe conforto exacerbado, originando o poder desenfreado e subitamente a terra muda, cada vez mais e maiores construções, por exemplo: no Dubai o impossível torna-se possível, podemos observar as maiores construções, com poucos recursos naturais, sugámos tremendamente a natureza que a deixamos vazia e despida.
Foi pavoroso verificar que no Haiti, um dos países mais pobres do mundo a erosão é de tal forma acentuada que a natureza está com feridas expostas e a sangrar, deteriorando as qualidades dos solos.
As calotas de gelo estão a derreter assustadoramente nas regiões polares; na Gronelândia há cada vez mais icebergues; as terras baixas do planeta vão sendo ameaçadas e caminhamos literalmente para território desconhecido.
A água, o bem maior, começa a escassear e o consumo a aumentar.
As pescas estão reduzidas a menores quantidades de peixe, que não têm tempo para crescer.
As aves marinhas têm que se deslocar cada vez mais, para encontrar alimento, visto os mares estarem desprovidos de peixe.
Esquecemo-nos de que os recursos são escassos e que a água fóssil é um recurso não renovável, que permite cultivar no deserto.
Lamentavelmente a água outrora abundante do Rio Jordão não passa de um riacho de salinidade, o Mar Morto está a aumentar, mas não de forma natural estes são exemplos de locais bonitos mas estéreis!
É dramático a Índia, um país emergente, estar em risco de falta de água.
Os pântanos representam 6% do planeta, a diversidade de espécies é única, os charcos são ambientes indispensáveis para a renovação da água.
Uma floresta não substitui outra floresta, elas armazenam carbono, as árvores exalam a água subterrânea e somos tão negligentes que devastámos milhares de hectares de florestas em detrimento do consumo e de riquezas.
É desolador constatar que 200 mil anos de História foram adulterados em pouquíssimos anos, molécula a molécula perturbamos o equilíbrio natural da terra, criámos fenómenos que não podemos controlar, estes são reflexos do nosso comportamento terrível e do egoísmo das nações, é necessário parar de furar a terra e olhar para o céu.
É urgente consciencializarmo-nos de maneira a ver os problemas que estamos a enfrentar e colaborar da melhor forma possível para mudar paradigmas impostos pela sociedade capitalista e interiorizados por cada um de nós.
Devemos ser unânimes em esquecer diferenças, destruir barreiras e certos conceitos, por forma a reconstruir o mundo, nestes últimos 10 anos de ainda possível conversão.

Reflexão do filme John Q.

É difícil rever a condição humana e assumir que atos como estes façam parte do quotidiano.
É revoltante e impotente verificar a falta de humanidade exercida sobre pessoas, que merecem ser respeitadas e tratadas de forma digna em todas as situações, mas nesta em particular visto tratar-se de um problema grave de saúde, onde esta família vive momentos de grande vulnerabilidade.
A meu ver este é um princípio elementar da socialização humana.
Aparentemente esta era uma família normal, até ao dia em que começam a viver o pior drama das suas vidas: o filho precisa urgentemente de se submeter a um transplante cardíaco para sobreviver.
John há muitos anos que presta serviço na empresa, tinha um seguro de saúde, fazia os descontos normais, logo pressupôs estaria tudo em ordem e convictamente acionou o seguro de saúde para cobrir o transplante.
Para sua surpresa constatou que a intervenção fora recusada por parte da administração do hospital e da companhia de seguros, alegadamente foram alteradas as clausulas da apólice, sem que o titular fosse alertado para a situação.
Acho que direção hospitalar e os médicos violaram a deontologia medica, deixando a saúde de pessoas doentes de lado, onde poderiam prevenir um desenvolvimento, porém acabam deixando as pessoas desenvolverem e acentuando a doença em detrimento de benefícios económicos.
Valerá mais a vida de uma pessoa com forte poder económico do que uma de fraco recurso, apenas pelo dinheiro?
Senti-me humilhada pelo funcionamento do sistema e de um pragmatismo tal que a morte de uma criança é considerada uma perda aceitável.
A ignorância limita as pessoas, mas a falta dela condiciona muito mais, quando são munidas de preconceitos, principalmente quando se trata de desigualdades sociais.
Embora sinta profundamente a impotência e a dor de John, que numa tentativa de desespero tenta a todo o custo salvar o filho, considero eticamente incorretos.
Acho contudo, que a ideia de que os fins justificam os meios não é a mais adequada.

O papel do jornalista

Deontologia e princípios éticos são um tema apaixonante onde, todas as pessoas, sem exceção, deveriam ver aplicadas à sua condição de ser social e racional.
Atualmente os meios de comunicação de massa transmitem informações que chegam a todas as partes do mundo.
Todos os problemas da humanidade são conhecidos através dessas mensagens.
No entanto, hoje em dia põe-se o problema de como selecionar as mensagens que são úteis e aquelas que não o são.
Na realidade o poder da informação é uma das mais importantes forças utilizadas pelo homem, pois por vezes, torna-se decisivo na condução e comportamento dos povos.
Como tal, basta lembrarmo-nos do poder da informação política, na medida em que o povo é grandemente influenciado por essa informação.
Infelizmente, raras exceções, essa informação é transmitida tendo em conta os interesses económicos, políticos, sociais e religiosos destas minorias que controlam ou interferem no processo informativo.
Consequentemente esta imagem transmite-nos o poder dessas minorias face à informação sobre os meios de comunicação e consequentemente sobre as populações.
Assim sendo, o jornalista como profissional da comunicação que é, tem como principal missão relatar com exatidão os acontecimentos relevantes que se verifiquem no quotidiano.
Para tal, o jornalista deve informar-se, inteirar-se integralmente dos factos de forma a poder por sua vez, informar o público com rigor e eficácia sem ceder a pressões.
Caso contrário pode prejudicar as pessoas envolvidas e a sua carreira como também induzir o pensamento público.
Para além de ser um importante e privilegiado interprete do que se passa na sociedade, o jornalista é também um instrumento de natureza ideológica e política na medida em que, através dos seus escritos e imagens, tem um poder que causa um forte impacto junto do público.

Supranacionalidade do Estado

Foi deveras interessante conhecer melhor a política que Portugal usa por ser um País estado-membro de União Europeia, subordinado hierarquicamente aos organismos comunitários.
Como tal, Portugal pretendia em 1986 integrar-se num conjunto económico, social e geográfico para o qual já se encontrava visivelmente orientado.
Os responsáveis Portugueses compreenderam que o desenvolvimento económico e social de Portugal não se poderia fazer à margem de um bloco tão forte como o bloco Europeu: um bloco onde as ideias de democracia, liberdade, cooperação e solidariedade davam frutos, patentes na melhoria de nível de vida dos europeus e no estreitamento de laços com o resto do mundo, sobretudo com os países em vias de desenvolvimento.
Ao integrar-se neste grande espaço, Portugal dá o seu contributo e reforça o seu papel e o da Europa na cena internacional.
Por conseguinte, Portugal recebe diversas ajudas financeiras para o desenvolvimento sócio-económico do País, nas suas diversas infraestruturas tecnológicas e de qualificação dos recursos humanos.
Advém a necessidade da supranacionalidade que transfere parcelas de soberania pelas unidades estatais em benefício da organização comunitária, mediante a delegação de competências constitucionais aos órgãos comunitários, visando uma harmonização legislativa com eficaz consolidação dos objectivos comuns.
O processo de integração europeu deu-se com a implementação do tratado de Paris, que constituiu a comunidade  do carvão e do aço, composta por seis estados.
Após o tratado de Roma, em 1992 assinou-se o tratado de Maastricht, que criou a União Europeia, fortalecendo-a com diversos órgãos de funções bem delimitadas, com um Tribunal de Justiça, responsável pela interpretação do direito comunitário.
Como característica essencial, este direito tem a sua primazia frente aos estados, como efeito directo de uma série de disposições aplicadas das normas por ele emanadas.
Entre os vários tratados, o tratado de Lisboa assinado em Lisboa a 13 de Dezembro de 2007, gerou alguma controvérsia, nomeadamente de alguns Países serem mais favorecidos.
Tendo em conta as evoluções políticas, económicas e sociais, os Chefes de Estado e de Governo acordaram as acções futuras da União Europeia, reforçando a sua legitimidade democrática e consolidação da base dos valores fundamentais.
O tratado de Lisboa é o fruto de negociações entre os estados membros, reunidos em conferência intergovernamental.
A Comissão Europeia e o Parlamento Europeu participaram na conferência e o mesmo foi ratificado por cada um dos 27 estados membros, de acordo com as respectivas regras constitucionais.
Sem dúvida, é um trabalho árduo e de grande responsabilidade, todavia integrar para desenvolver consiste na pedra fundamental da cooperação entre os povos, a maneira, as formas e as estruturas jurídicas, para isso, vão depender do arcaboiço cultural-formativo destes povos.

    

Ética contextualizada

Posso observar, com relativa tristeza, que a ética dos nossos dias possui um conceito de difícil apreensão, não só da sua generalidade expositiva, mas principalmente, em função da sua abstração.
A subjetividade humana é articulável, envolta em argumentos capazes de ceder a interesses escusos.
Lamentavelmente, permite-se a uma instrumentalidade servil, ditada por valores vulneráveis e corruptíveis, apegados mais aos factos do que às convicções.
Acho que a ética é um elemento essencial no carácter de cada indivíduo, não ignorando o seu perfil psicológico.
É através deste conjunto que identificámos os traços particulares de cada um, sendo vetor ou motivação, onde exterioriza não só o seu temperamento, mas o resultado de todo um processo de exposição e submissão à socialização.
Não posso desassociar a ética da integridade e da inteireza do comportamento humano: estas têm que andar lado a lado.
Torna-se relevante conhecer a aplicação prática dos nossos instintos, vontades, escolhas e empreendimentos.
A pessoa ética correlaciona-se com a superação da evolução humana em diferentes épocas e psicologicamente já atingiu um patamar sólido do domínio da sua vontade, distanciando-se da sua natureza instintiva, e é capaz de conciliar a sua perceção do mundo, com aquela que tem em comunidade.
Através do seu pensar, sentir e comportar-se, ele se solidariza com a sociedade na organização da realidade, visando melhores interesses coletivos e assumindo obrigações morais que contribuem para a solução dos problemas comuns.
Logo, a ética é um pilar fundamental da sociedade.
Foi gratificante elaborar o trabalho que nos foi proposto, nomeadamente, criar uma empresa e geri-la de acordo com as normas deontológicas. (junto anexo)
Embora não tenha grandes experiências profissionais, foi agradabilíssimo discutir e organizar esta tarefa com os meus colegas.
Enquanto ser social e em constante evolução, procuro ser verdadeira e correta em tudo aquilo que faço; seja no campo profissional ou pessoal.
É preciso ter a consciência de que as nossas ações são regidas por princípios éticos e que se materializam na adequada prestação dos serviços.
As normas deontológicas regem a atividade profissional, com a finalidade de assegurar a boa qualidade da sua prestação e favorecem a boa relação entre funcionários e a entidade patronal, que por sua vez, revela-se uma mais valia em proveito do desenvolvimento e da sua própria sobrevivência.
Além das normas estabelecidas, optámos por criar regulamentos internos, com o intuito de prestar um serviço eficiente e eficaz, traduzindo uma boa harmonização entre todos os membros da empresa e os potenciais consumidores.
Para se concretizarem, é necessário que os seus elementos desempenhem, atempadamente, as atribuições inerentes ao seu cargo na respetiva, que as façam com probidade, urbanidade, disponibilidade e atenção; respeitando a capacidade e as limitações dos possíveis utilizadores, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, cor, sexo, idade, nacionalidade, religião e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral.
Ser assídua e pontual é de extrema importância, na certeza de que a minha ausência provoca danos ao trabalho reservado, refletindo-se negativamente em toda a estrutura.
É importante manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição.
Concluímos que é à adição de todos estes itens que fará o êxito da nossa empresa, ou de outro qualquer estabelecimento.
Como já referi, foi enriquecedor estruturar esta empresa: fiquei com uma ideia mais precisa e sólida de como deve funcionar e quais as normas que à regem.
Sem essas normas devidamente legisladas, todos os conceitos ficariam a margem da nossa expetativa.
O módulo que tive de quadro jurídico facultou-me na prática o conhecimento das leis e de como as invocar.
Ao finalizar a minha reflexão, prontamente percebi que na vida os elementos aparentemente vistos de forma díspar constituem uma complementaridade extraordinária, onde nada se quebra!

Globalização

A revolução industrial, possibilitou uma transformação profunda neste setor, que se refletiu a nível mundial com grandes produções.
Era necessário escoar o produto, buscando potenciais mercados e consequentemente novas matérias-primas.
Gerou-se então, rivalidades entre as potências europeias, que lutavam para ampliar a sua hegemonia no mundo.
Os europeus procuraram novas rotas comerciais e estabeleceram, por vezes, verdadeiros monopólios sobre as produções.
A partir daí, o comércio era feito internacionalmente, convergindo para uma aproximação entre culturas diferentes.
O crescente processo de integração e afirmação dos mercados, dos meios de transportes, das comunicações e das culturas, originaram ao que hoje damos o nome de globalização.
Neste novo período da história o mundo passou por grandes alterações políticas e económicas, marcadamente pela expansão mundial de grandes corporações internacionais, a Macdonalds por exemplo: é bem visível o número de estabelecimentos que possui mundialmente, entre outras, exercendo decisivamente na economia global.
A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação; o desenvolvimento das vias de comunicação e dos transportes, permitem que as multinacionais instalem as suas fábricas em qualquer lugar do mundo, onde existam benefícios fiscais, mão de obra e matéria prima baratas.
É com tristeza que verifico, a tendência de grandes empresas a transferir empregos dos países ricos, onde possuem altos salários e inúmeros benefícios para os países industriais emergentes, aproveitando-se da fragilidade destes países e a falta de qualificação de mão de obra.
O resultado de todo este processo é que, grande parte dos produtos não têm uma nacionalidade definida, o que gera no consumidor alguma desconfiança, relativamente a qualidade e viabilidade dos produtos.
O uso de satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão sejam transmitidos instantaneamente para diversos países.
Por incrível que pareça, todas estas ferramentas concorrem para uma integração mundial sem precedentes.
A meu entender, com o surgimento do termo globalização, haveria uma inclusão, onde todos os estados membros produziriam igualmente, haveria cooperação e solidariedade, até mais acentuada nos momentos de maior dificuldade de algum estado membro, ora o que posso constatar infelizmente é que ocorreu exatamente o inverso; quem era excluído, hoje é mais ainda, e quem detinha o poder, hoje o detém com mais veemência, como a Alemanha por exemplo; que controla todo o sistema em prol da sua economia e políticas próprias, não indo de encontro às pequenas minorias de convicções ideológicas.
Com toda a evolução e o progresso a refletirem-se a cada dia, em simultâneo sinto um sentimento de angústia como se regredisse no tempo do totalitarismo, não tendo Hitler no trono, mas sim empresas multinacionais e as grandes instituições governamentais, como o fundo monetário internacional e o banco mundial, que hipocritamente empresta dinheiro aos países necessitados, dando a ilusão de que foram solidários ao problema, mas colocam estes países completamente submissos às suas demandas.
O que outrora era tido como divisa, hoje é um grande desafio, quase que inatingível para conciliar a globalização mundial com a cidadania global, as diversidades culturais, o desenvolvimento sustentável, os valores dos direitos humanos e uma maior equidade entre as economias e a sociedade.
Todas as nações deveriam estar sensibilizadas, por forma a garantir a fraternidade e igualdade de direitos entre todos os povos do globo, mas também ter como preocupação mundial a preservação do planeta para que as futuras gerações possam conhecê-lo, pelo menos em parte como o temos hoje.
O homem tristemente delapidou os recursos naturais, que generosamente o planeta oferecia para a sua subsistência em virtude da ganância e do poder desenfreado pelo consumo.
Solucionar os problemas requer muita audácia e paciência.
Reestruturar o comércio seria uma oportunidade para os povos subdesenvolvidos terem maior participação no mercado e de lhes garantir melhor condição de vida.
Aplicabilidade dos princípios dos direitos humanos, seria uma realidade e para isso é inevitável a participação dos meios de comunicação em massa, o apoio dos governos e a recetividade para mudar.